sexta-feira, 15 de julho de 2011
PERDIDO PELO TEMPO
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O BARCO E O MAR
quinta-feira, 7 de abril de 2011
PRESENTE DO PRETÉRITO
segunda-feira, 28 de março de 2011
O CADAFALSO E O HERÓI
terça-feira, 22 de março de 2011
DO ONTEM
segunda-feira, 14 de março de 2011
QUANDO ELA VEM
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É assim que a vejo e é assim que a sinto: Poesia. Parabéns, pelo seu dia!
Dia da Poesia - 14 de Março.
quinta-feira, 10 de março de 2011
A VOLTA
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O VIAJANTE MÚSCULO

Escorre rubro, batendo fora do quarto escuro,
Latejando na epiderme da mão, o dilacerado músculo.
Retirado de seu lar e de tanto preito
Para ser urgentemente exorcizado disto que me arde.
Esvaziam-se os átrios e os ventrículos
Dos sonhos não vividos e das palavras ainda nem ditas,
Em gotas velozes, a cor do sangue por entre os dedos
Deixando as nódoas que tingem a dor de cada página.
E, de repente, o sangue se dispersa pelos cômodos da casa,
Preenchendo os desvãos entre um verso e outro.
O pulsar frágil falecia e,
Embora estivesse dentro de mim
No silêncio da estreita cavidade carcerária,
Eu não pude tocá-lo.
Mas agora, misteriosamente, exposto cru,
Respira livre enfim
Neste espaço um tanto imenso para cabê-lo.
Logo, o vento facilmente, como quem carrega pólen,
Afaga-me o coração em milhares de toques cuidadosos,
Convidando-me a embarcar em novos ares.
Assim, lanço o corpo contra as ondas
E, içando as velas, navego rumo a outros mares.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
RUMO
segunda-feira, 6 de abril de 2009
METADE DE MIM
Logo ao me tornar inteiro, o amor me veio,
Pronto para me dividir ao meio.
Minha metade passou a ser dela
E a metade dela passou a ser minha.
Tão rápido assim como "de repente",
Estava eu todo inteiro novamente.
Pensando deste jeito,
Toda pessoa só nasce pela metade
E isso não é defeito,
É apenas uma necessidade
Que a pessoa tem de encontrar sua outra metade.
Tantas vezes tentaram partir ao meio
O coração desta metade minha.
Tantas que tive até medo de não estar inteiro
Para receber essa metade que me completaria.
Sabe, o amor não errou de jeito algum.
Descobri:
É preciso dois para se formar um.
Hoje sei que minha busca aqui se encerra
E esse amor será, de fato, o primeiro e derradeiro,
Porque ela me completa,
E só ela, e exclusivamente ela,
É quem pode me ter por inteiro.
quinta-feira, 26 de março de 2009
A ONDA
A onda se derrama na praia em tênue e salgada espuma
Trazendo, num chiar atlântico, a esperança.
A areia bebe da água e dos sonhos esquecidos ali,
Desfazendo seus tantos castelos sem sentir.
Os pés descalços recebem o beijo frio e molhado,
O vento me sussurra no ouvido, com sua voz de verão,
Palavras sufocadas e sem forças para supor.
Minha alma avança no vento oceano adentro
E dobra na primeira esquina em alto-mar.
Os pés ancorados na areia esperam alguma resposta,
Pois já ninguém sabe me dizer o quanto vale amar,
Se as mãos não tocam nem a boca beija, e os olhos,
Estes só vêem além-mar, cruzando o horizonte
Numa saudade à deriva, divagando no tempo.
Peço a Deus para a onda me trazer de volta o amor,
Que, incansável, vem e vai lá no alto-mar te procurar,
Todavia acanhada por chegar vazia até mim,
Ela prende a respiração e mergulha de volta no mar.
sexta-feira, 6 de março de 2009
ESPELHO II
Ó, face que se diz ser minha,
Tanta miséria disfarçada há em teus sorrisos.
Dá-me até um certo medo de dar de cara com o espelho.
Escondo-me atrás desta máscara sensível.
(Ou seria "insensível"?) Procuro-me por toda ela,
Olho mais de perto, forço um pouco a vista,
Contudo, sequer encontro minhas olheiras.
Este tecido de carne é capaz de omitir as feridas,
Engolir cada lágrima e sepultar toda dor.
Ele é feliz quando estou triste e
Ele ri quando preciso chorar.
Queria um dia poder enxergar além do espelho,
Sem este rosto que tem vergonha de si mesmo,
Só para ver como sou realmente.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
ESPELHO I

Às vezes, diante do espelho, penso:
Será meu o que me olha? Pareço-me intocável.
Tenho olhos, mas pouco enxergam,
Não vêem a verdade além d'alma,
Tampouco, sabem distinguir o real do ilusório.
Ah, porém uma intrínseca voz de certeza me atenta que não,
Este não sou eu frente ao que vejo. Sei que não.
Quem és tu que rouba meu rosto? Devolva-me agora.
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Diante do espelho, somos o que realmente somos??? Tente enxergar além...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O Julgamento da Barata
Ó, pequenino e asqueroso ser
Entre a vida e a morte
Entre o chão e o meu pé
Hei de te esmagar ou te deixar sobreviver?
És tão estranha criatura
Que se diz filha de Deus.
Não passas de um inseto incerto de tudo,
Um poço de desformosura,
Que pensa ser o dono do mundo.
Tua absurda ligeireza pega qualquer um de surpresa
Assusta minha amada, que se desespera só de te ver
Ela morre de medo do feroz animal
Que, aos meus olhos, nunca poderás ser.
Sabe, agora mesmo começo a te compreender.
Sei que não fazes por mal
E que só precisas de atenção
Porém és julgada unicamente pela cara de "poucos amigos"
Da tua horripilante feição.
Portanto, que culpa tens de ser tão feia,
Já que não pediste para nascer assim?
Tua morte me serve como ato heróico
No salvar da donzela em perigo.
Mas, percebendo a tristeza entranhada contigo,
Peço-te que me perdoe, se é apenas por amor teu sacrifício.
Ei, enquanto ela não olha, foge,
Balança tuas antenas, bate tuas asas,
Pega tuas perninhas cabeludas
E voa para bem longe dela,
Urgentemente, antes que eu mude de idéia
E, debaixo de minha chinela, tu vires a mais nojenta geléia.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
A FLOR E EU (bem ali)
Todos os sonhos feneciam ao solo amargo deste triste jardim,
Abandonado a ermo como vil pedaço de terra
Desde que, bem ali, fora eu mesmo sepultado
Sem qualquer honraria ou pranto alheio.
O tempo se arrastou impaciente,
Até que Setembro, antes de partir, me concedesse a primavera.
Com ela, surgiu uma verde criatura tão minúscula e delicada
A quem entreguei meus poucos vestígios de ser.
E esta plantinha cresceu.
Outubro chegou junto ao seu primeiro botão,
Porém, em seu quarto dia, ela finalmente despertou.
Acanhada, bocejou meio tímida e espreguiçou-se,
Alongando as pétalas aveludadas, revelando-me suas cores.
Tomando um baita susto ao se deparar comigo,
Vidrado em inexprimível beleza,
Ela me encarou e me olhou dos pés a cabeça.
Surpreso, não acreditei logo que vi,
Nunca testemunhara a algo mais esplendoroso.
Justo eu, no fim.
Enfim, a flor, que naquele segundo nascia,
Parou e me sorriu,
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Às vezes fico a me perguntar o porquê dessa história não ter começado muito antes. É tudo tão bonito, é tudo tão forte e definido. Talvez lá não fosse a hora certa. Talvez. Haveria tanto amor como agora? Haveria sorriso? Haveria esta cumplicidade? E a paixão, como seria? Difícil de saber. Acho que tudo tem seu tempo. A vida vai montando esse enorme quebra-cabeça, contudo ela já sabe onde cada peça se encaixa perfeitamente. Ah, ela sabe sim.
E, como dizia o velho mestre Vinicius de Moraes, "sei lá, sei lá; a vida tem sempre razão".
Com incondicional sentimento de amor, Carlos Eduardo Mélo.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
NOVO MUNDO
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
SÓ DESTA VEZ

Deixe-me chorar, mas só desta vez.
Entenda essa mágoa emperrada na garganta
Asfixiando minha esperança de acordar de tudo isso.
Permita-me respirar um pouco, preciso.
Deixe-me ser fraco, prometo ser só desta vez.
É que me parte o coração acreditar que acabou.
Assim, simplesmente, e que eu tenho que aceitar.
Todavia, eu não quero nem vou.
Prefiro alimentar minha insensatez e adormecer longas horas,
Pois sei como te encontrar, na realidade que me convir.
Por isso, só agora, deixe-me cá com meus prantos
Deixe-me aqui tomando fôlego,
Logo mais, prometo sorrir, desta vez não dá.
É inexplicável, é como se tudo dentro de mim evaporasse.
Ah, se eu pudesse... mas não posso,
Não tenho forças nem, tão pouco, poderes.
Hoje sei e entendo bem o porquê
De nunca antes teres soltado minha mão.
Já que neste imenso segundo de frouxidão
Em que teus dedos escorregaram por entre os meus
E, só desta vez, desta única vez, sozinho
Fiquei sem quem me guiasse pelo caminho.
Junho, 2008
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domingo, 7 de setembro de 2008
ALVORADA

A luta contra o invencível tempo termina aqui.
Não há tempo para perdões ou adeus, não para mim.
E agora? Hora de ir.
Uma frente fria me abraça desde os pés,
Sinto como se fosse sugado para fora. Flutuo.
É tudo tão leve e indolor, sequer resisto.
Minha essência escorre por entre os dedos, que deixam de ser meus,
Dá até para sentir o paladar da liberdade no ar.
Estes braços invisíveis me carregam sem esforço
E já não vejo mais perigo, estou protegido.
Fecho os olhos, relaxo e me deixo partir. Fugir.
Torno-me, então, uma folha desgarrada,
Que se liberta de seu peito para viajar ao vento.
Logo, enterro comigo o tanto de vida que me sobrou
Pois, para mim, o tempo não apenas acabou:
Recomeçou.
Em memória ao meu avô, Expedito Medeiros.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
CONTRA O TEMPO
Que ando meio cansado, apesar de me sobrar vida.
É triste não contar mais com os meus passos,
Mesmo que arrastados, companheiros desta longa ida.
É triste sentir minha destemida força se acovardar
Diante do indestrutível.
É triste travar batalha com quem antes se via como amigo.
É triste aceitar tudo isso e ter que me dar por vencido.
Recife, SETEMBRO de 2008
Poesia dedicada ao velho e vivido Expedito Medeiros.
Então VIVA, mais que isso, SEJA FELIZ, pois não adianta querer o ser de repente, assim, quando não houver mais tempo.
Isso me faz recordar os dizeres do meu mestre Vinicius de Moraes de "que seja infinito enquanto dure". Isso é viver.






